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30 jun, 2026

BOMBEABILIDADE E CONSISTÊNCIA DE GRAXAS

Bombeabilidade e consistência d graxas parecem sinonimos, mas não são. leia nete artigo o que significa cada um
graxas grau 0 a 3

Conteúdo do Post

INTRODUÇÃO

A primeira coisa que se aprende sobre lubrificação, é que é imprescindível que “se leve a quantia certa de lubrificante, ao ponto certo e no tempo certo”, para que os sistemas atinjam a máxima performance.  Dentro deste conceito a bombeabilidade da graxa, bem como o projeto do sistema de lubrificação centralizada são parâmetros importantes a serem considerados para “levar a graxa ao ponto certo”

De acordo com a National Lubricating Grease Institute (NLGI), a bombeabilidade da graxa é “a capacidade de uma graxa lubrificante fluir sob pressão através das linhas, bicos e conexões de um sistema de distribuição de graxa. A bombeabilidade é mais bem indicada pela viscosidade aparente a uma taxa de cisalhamento moderada”

Neste contexto a viscosidade aparente é a medida da resistência de um fluido ao fluxo, e a taxa de cisalhamento é a medida da velocidade com que as camadas de um fluido se movem em relação umas às outras. Estas duas características são interdependentes e se modificam de acordo com vários fatores, como temperatura, pressão, composição do espessante da graxa e muitos outros.

De modo geral, a graxa é escolhida de acordo com suas propriedades lubrificantes e só então as características do sistema de bombeamento são levadas em conta. Ou seja, Primeiro se escolhe uma graxa que atenda todos os requisitos da máquina, e depois se projeta o sistema de distribuição para aquela graxa em específico.

CONSISTÊNCIA DA GRAXA

Dentre as várias características das Graxas, uma das mais importantes é sua consistência, sendo determinante para a escolha do lubrificante correto.

Também segundo a NLGI, a consistência de uma graxa é “a resistência à deformação sob aplicação de uma força. A consistência caracteriza a plasticidade de um sólido da mesma forma que a viscosidade caracteriza um fluido”

O grau de consistência de uma graxa é dado pelo teste de penetração da graxa, que consiste em deixar cair um cone padronizado, por um período. A medida que o cone penetrou na graxa, em décimos de milímetros, determina seu grau de consistência.

Uma forma bem didática de entender a consistência da graxa é compará-la a materiais do dia a dia, conforme a tabela abaixo:

GRAU NLGIPENETRAÇÃO (0,1mm)APARÊNCIADESCRIÇÃO
000445-475FluidaÓleo de cozinha
00400 – 430Semi fluidaMolho de maçã
0355 – 385Muito maciaMostarda marrom
1310 – 340MaciaMolho de Tomate
2265 – 295Graxa NormalManteiga de amendoim
3220 – 250FirmeMargarina
4175 – 205Muito firmeIogurte congelado
5130 – 160DuraPatê de carne
685 – 115Muito duraQueijo Cheddar

CONSISTÊNCIA E BOMBEABILIDADE DAS GRAXAS

Num primeiro momento pode parecer que quanto mais fluida é a graxa, maior sua bombeabilidade, entretanto, entre graxas de mesmo Grau NLGI, pode haver grandes diferenças de capacidade de bombeamento.

Isso acontece porque as graxas são fluídos não-newtonianos, ou seja, sua viscosidade e fluidez se modificam conforme a pressão aplicada ao fluido. Sem pressão aplicada, a graxa se comporta como um sólido, ao aplicar certa pressão ela se torna um fluido com viscosidade variável conforme variam as condições ao seu redor. A pressão em que a graxa começa a se comportar como um fluido é Chamada de Pressão de Fluxo, e é possível encontrar essa informação nas fichas técnicas dos produtos.

As graxas modernas são produtos muito complexos, formadas por dezenas de substâncias suspensas no óleo e no espessante. Analisando ao microscópio, o “esqueleto” dos espessantes contêm partículas em forma de bastões, fibras lisas, fibras torcidas, agulhas, placas e outras configurações. Muitas destas partículas estão também suspensas no óleo.

Todos estes fatores afetam a consistência e a bombeabilidade das graxas de maneira independente, fazendo com que as duas características não estejam diretamente relacionadas.

BOMBEABILIDADE NA PRÁTICA.

Comprovar a bombeabilidade de graxas de antemão é uma tarefa complexa e incerta. Testes como o ASTM D-1092, podem determinar a consistência aparente da graxa, mas apenas em algumas condições específicas de laboratório.

No campo, muitos outros fatores irão interferir nas condições em que a graxa trabalha, e como é muito arriscado colocar uma graxa nova em um sistema já estabelecido, aconselha-se fazer um teste de ventilação (Ventability Test, geralmente usando um ventmeter Lincoln), a fim de determinar tanto se a graxa escolhida pode fluir pelo sistema tanto se o sistema consegue bombear a graxa até os pontos mais distantes.

O teste consiste em pressurizar a graxa a 1800 libras em uma serpentina de 7,6 metros, após a graxa estabilizar a 1800 libras, uma válvula de alívio é aberta e o manômetro é lido após 30 segundos. A comparação da leitura desta pressão com uma tabela de referência da linha de suprimento, fornece os diâmetros necessário.

A partir desta informação é possível dimensionar ou adaptar a linha de suprimento para a aplicação da graxa correta no ponto de uso. É preciso estar atento também aos materiais utilizados na tubulação e nas válvulas e conexões. Metais como cobre e aço galvanizado podem reagir com componentes da graxa e acelerar a degradação do lubrificante.

Também deve ser observado que, quando a graxa é submetida a certas condições sob pressão ela pode sofrer o chamado “cake-lock”, quando o espessante para de fluir pela tubulação levando a um bloqueio na linha. O óleo base ainda pode fluir, mas o espessante não. Sem o espessante o óleo não se mantém no ponto de uso, levando a falhas de lubrificação. Todos os três componentes de uma graxa (óleo, espessante e aditivos) podem provocar uma situação de “cake-lock” e nenhum elemento isolado aumenta ou diminui o a possibilidade dessa condição. O que torna o teste de ventilação ainda mais importante.

CONCLUSÃO.

Na maior parte das situações de uso de graxa, a relubrificação é feita aplicando-se a graxa através de uma bomba graxeira ou propulsora pneumática, e o lubrificante não necessita passar por vários metros de tubulação até o ponto de uso.

Em vários outros casos, como em peletizadoras de grande porte, grandes prensas excêntricas ou hidráulicas, maquinário de mineração, obtêm vantagens na utilização de sistemas centralizados de lubrificação, pois seus pontos de uso geralmente são distantes entre si e de acesso dificultado.

A BRUGAROLAS, através de seu representante exclusivo no Brasil, a TELUB LUBRIFICANTES, oferece várias graxas com alto capacidade de bombeamento, destacando-se:

  • G. BESLUX SULPLEX FG -2212, graxa semissintética, de sulfonato de cálcio, grau alimentício NSF H1, NLGI ½, indicada para rolamentos em geral, e usada com sucesso em peletizadoras
  • G. A. UNIVERSAL, graxa sintética e espessante inorgânico, NLGI 2, indicada para rolamentos e mecanismos em geral em ampla faixa de temperatura (-50 a 130°).
  • G. BESLUX CAPLEX M-00 ATOX, graxa com espessante complexo de alumínio, NLGI 00, grau alimentício NSF H1, possível de utilização até em ligas de cobre.
  • G. BESLUX SULPLEX 462/G3, graxa mineral com espessante de sulfonato de cálcio, NLGI 2, indicada para equipamentos pesados de terraplenagem e mineração, como escavadeiras, carregadeiras e caminhões.

Para mais detalhes sobre nossos produtos e serviços oferecidos pela TELUB Lubrificantes, entre em contato. Nosso time de profissionais está pronto para atendê-lo o mais rápido possível

Feito por: Reinaldo Schroeder Filho

Revisado por: Eng. Nelson Ferreira Junior

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